CheckupLab
Diagnóstico do AMPLIA DX · IAMKT + DB Diagnósticos
Todo dia o laboratório diagnostica os outros. Aqui ele é o diagnosticado. Medimos as 6 etapas da jornada do paciente — da lembrança antes da escolha até o contato depois do laudo — com 58 perguntas e quatro fontes de sinal independentes. O resultado é uma nota de 0 a 10 por etapa, uma nota geral e a comparação anônima com laboratórios do mesmo porte.
EntrarO que olhamos
Cada etapa é uma decisão que o paciente toma — e um lugar onde ele desiste calado se algo não funciona.
Se o laboratório é lembrado antes da escolha: presença no Google, avaliações recentes, posição na busca local e se existe alguma diferença que o paciente perceba.
Quanto atrito existe para marcar: tempo de resposta no WhatsApp e no telefone, clareza sobre preparo e convênio, tempo até a confirmação.
A chegada: espera entre entrar e ser chamado, sinalização, e se a recepção explica o fluxo sem o paciente precisar perguntar.
A coleta em si: se a equipe explica o que está fazendo, o ritmo, o cuidado — e o que as avaliações públicas dizem sobre isso.
O laudo: quantos passos até abrir o resultado, se o prazo prometido é cumprido e se dá para mandar o laudo ao médico sem trabalho manual.
O depois: se o contato termina no laudo ou existe régua de retorno, e se o laboratório sabe quantos pacientes voltam em 12 meses.
As quatro fontes de sinal
Nenhuma etapa é medida por uma fonte só. É o que evita o viés mais comum em diagnóstico de marketing na saúde: a gestão acha que está tudo bem enquanto o paciente real desiste no caminho.
| Fonte | Quem responde | O que entra |
|---|---|---|
| A — Auditoria externa | o consultor coleta sozinho | Sinais públicos e verificáveis: perfil no Google, volume e recência das avaliações, posição na busca local, site, e os caminhos reais até o resultado do exame. |
| B — Mystery shopping | o consultor se passa por paciente | O atendimento como ele acontece de verdade — WhatsApp, telefone e visita não anunciada. Não se aplica às etapas 1 e 6, onde ainda (ou já) não há interação. |
| C — Pesquisa com paciente | o paciente responde | A voz de quem passou pela jornada, em perguntas curtas de 0 a 10. Só entra quando há volume suficiente (piso sugerido: 30 respostas por etapa); sem ela, o peso se redistribui. |
| D — Autoavaliação da gestão | gestor ou coordenador responde | O que a gestão sabe — e mede — sobre a própria operação. Pesa menos de propósito: é o sinal mais sujeito a otimismo. |
Como a nota sai
Cada pergunta vira um número de 1 a 10 por uma régua fixa — a mesma para todo mundo, escrita antes de olhar o laboratório. A média das perguntas dá a nota da fonte; as fontes viram a nota da etapa por média geométrica ponderada, que é o que impede uma fonte boa de carregar sozinha uma etapa ruim. A nota geral é a média simples das seis etapas.
O peso de cada fonte depende de quais fontes a etapa tem. A autoavaliação da gestão pesa menos de propósito, e a pesquisa com paciente pesa mais quando existe — abaixo do piso de respostas ela não entra, e o peso dela se redistribui entre as outras em vez de virar nota baixa.
| Fontes que entram | Pesos | Onde vale |
|---|---|---|
| A · B · C · D | A 25 · B 45 · C 20 · D 10 | Etapa 2, com pesquisa de paciente |
| A · B · C · D | A 15 · B 40 · C 35 · D 10 | Etapa 3, com pesquisa de paciente |
| A · B · C · D | A 15 · B 30 · C 45 · D 10 | Etapa 4, com pesquisa de paciente |
| A · C · D | A 30 · C 50 · D 20 | Etapas 1 e 6, com pesquisa de paciente |
| A · B · D | A 38 · B 46 · D 15 | Etapa 5, sem pesquisa de paciente |
Duas ausências são de desenho, não falha de coleta. O mystery shopping não existe nas etapas 1 e 6 — ainda (ou já) não há interação para observar.
A comparação é anônima. O laboratório vê a média do grupo do seu porte — e, se for unidade de rede, vê também a média das outras unidades da mesma rede: são duas réguas, não uma escolha entre elas. Na régua de porte, uma rede inteira conta como um laboratório, para que uma rede grande não vire sozinha a média do mercado. Nome e nota individual de terceiro não aparecem em lugar nenhum, e enquanto não houver comparados suficientes a média simplesmente não é mostrada: com dois, dava para deduzir o número do outro.
Como preencher o questionário
Quem preenche é o consultor, na tela Aplicar diagnóstico. O
laboratório-cliente não avalia a si mesmo — ele responde a autoavaliação da
gestão na conversa, e depois lê o resultado aqui.
Auditoria externa (A) e mystery shopping (B) são trabalho de campo: Google, avaliações, site, WhatsApp, telefone e visita não anunciada. A autoavaliação (D) sai de uma call de 30-40 minutos com o gestor. A tela é onde o que já foi observado é registrado, não onde ele é adivinhado.
A trilha no topo mostra onde você está e o que já foi respondido. Cada etapa salva ao avançar — dá para fechar o navegador no meio e retomar depois no mesmo ponto, sem perder nada.
As alternativas já vêm ordenadas da melhor para a pior nota, e são exatamente as que a régua pontua — não há texto livre para alguém interpretar depois. Na dúvida entre duas, vale a que você conseguiria provar.
Laboratório sem volume para pesquisar não é penalizado: o modelo cai para a combinação sem C e redistribui os pesos. O que não se pode é inventar resposta de paciente.
A tela de revisão mostra o que falta; o botão de concluir só libera com as seis etapas respondidas. É a conclusão que calcula os scores, gera o plano de ação e faz o laboratório entrar na média do grupo — rascunho não conta para ninguém.
Já tem acesso? Entrar. Metodologia e régua de pontuação são hipóteses de partida, recalibradas com os primeiros laboratórios aplicados.